Belutti Web Rádio

Acontece!

Ads by Smowtion Media

Mostrando postagens com marcador novo orkut. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador novo orkut. Mostrar todas as postagens

O lado perigoso das Redes Sociais


São Paulo – Era para ser uma viagem inesquecível. Durante quatro meses, Alberto Azevedo planejou com cuidado suas férias na Austrália. Dias antes de embarcar no voo QF18, da Qantas, publicou um post em inglês no Facebook e no Twitter. DJ nas horas vagas, ele pedia ajuda aos amigos e seguidores para se apresentar em festas enquanto estivesse no país. “Queria tocar um pouco de electro misturado com funk carioca, botar as australianas para dançar e sair bem acompanhado”, diz azevedo, 28 anos, mais conhecido nas pistas de dança como Bebeto Le Garfs. Com a resposta positiva de um amigo australiano, incluiu um HD com músicas e um fone de ouvido entre as camisetas e meias na mala.
Sua viagem para a Austrália entrou, sim, para a história, mas por um motivo bem menos nobre. Questionado no departamento de imigração do aeroporto sobre o motivo da visita, azevedo disse que encontraria amigos no país. Após uma rápida discussão, ouviu dos agentes: seu Twitter diz outra coisa. Os oficiais vasculharam o perfil de Azevedo na rede de microblogs, leram a troca de mensagens com o amigo australiano e o acusaram de tentar ganhar dinheiro no país. Mandado de volta para o Brasil no primeiro avião do dia seguinte, Azevedo conheceu da pior forma o lado perigoso das redes sociais.
Alberto “Le Garfs” Azevedo não é a primeira pessoa a enfrentar problemas por causa da sua vida online. São muitas as histórias de gente que terminou um relacionamento, outros que foram processados ou até presos em função de comentários publicados no Twitter e fotos no Facebook. Nos últimos anos, o número de casos aumentou com a mesma velocidade da popularização das redes sociais. O Facebook já tem 750 milhões de usuários. Isso significa que mais de um em cada dez habitantes do planeta está conectado ao site de mark Zuckerberg. O Twitter acumula 140 milhões de mensagens ao dia. É como se 75% da população brasileira postasse ao menos um comentário a cada 24 horas.
Com as redes sociais cada vez mais presentes no dia a dia das pessoas, é inevitável que muita gente encontre, nelas, uma maneira fácil, rápida e abrangente de se manifestar — e daí para se meter numa confusão é um pulo. “Como se trata de um fenômeno novo, as pessoas ainda não sabem como levar suas vidas online”, diz Luciana Ruffo, psicóloga do Núcleo de pesquisa da psicologia em informática da PUC de São Paulo. “elas acabam expondo coisas que não precisam e, mais importante, que não deveriam.”
Uma das pontas mais visíveis das extravagâncias envolvendo redes sociais pode ser encontrada no mundo corporativo. Postar uma foto bêbado depois da noitada ou fazer um comentário racista pode ser a diferença entre conseguir ou não o emprego dos sonhos. Estudo realizado pela Jobvite, uma rede social de recrutamento, mostra que 92% das empresas americanas já usaram ou planejam usar as redes sociais no processo de contratação. E engana-se quem pensa que elas acessam apenas sites como o corporativo LinkedIn. Entre as companhias pesquisadas, 60% assumem bisbilhotar a vida dos candidatos no Facebook e metade admite entrar no Twitter.
Quando a Jobvite realizou a mesma pesquisa em 2008, os dois sites sequer apareciam na lista. “As corporações não estão mais preocupadas apenas com as habilidades técnicas dos funcionários”, afirma Andreza Santana, gerente de marketing sênior do Monster, portal de recrutamento e seleção. “Elas querem saber também das habilidades emocionais e sociais. E as redes sociais escancaram essas características das pessoas.” Pesquisa da agência de recrutamento Robert Half com 2 500 executivos mostra que 44% dos brasileiros desclassificariam um candidato no processo de seleção por seu comportamento no Facebook, no Twitter ou no Orkut.


'Novo' Orkut dá mais poder ao usuário


O Google anunciou na semana passada mudanças no maior site de relacionamentos do país: o Orkut. Como estratégia de divulgação das novidades, escassos convites foram distribuídos pela rede - e disputados virtualmente a tapas. Nesta terça-feira, alguns usuários foram habilitados a chamar seus amigos para o ambiente reformulado. A reportagem convidou três seguidores de VEJA.com no Twitter para avaliar as novidade.
 O Orkut mudou para manter sua hegemonia no país - são 26,6 milhões de cadastrados - e enfrentar seus rivais Facebook e Twitter. Segundo pesquisa Ibope Nielsen Online de outubro, o número de brasileiros no Facebook dobrou em cinco meses, chegando a 5,3 milhões de cadastrados. O Orkut sofreu uma queda de mais de um milhão de adeptos no mesmo período.
As novidades - A nova estrutura do perfil do usuário permite maior organização do fluxo de informações: isso porque todos os "amigos", "comunidades" e atualizações ficam visíveis na própria página principal. Fica mais fácil, assim, administrar contatos e ações na rede social.
Na área "Sobre mim", é possível adicionar não apenas texto, mas também fotos e aplicativos. Também será possível, a partir do perfil, produzir testemunhos por meio de vídeos.
A função de compartilhamento e envio de imagens é o principal destaque da ferramenta social. Há a opção de importar diversas fotos simultaneamente - e em poucos segundos. Um alívio para os aficionados da rede.
Além disso, o usuário poderá criar grupos para compartilhar imagens, incluindo pessoas que não estão cadastradas no sistema. A única funcionalidade que chega com a nova versão é o recurso de vídeo-chat, serviço que possibilita uma conversa entre amigos por vídeo.