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Novo terremoto mata um na Itália; mortos na região de L'Aquila passam de 200


A região da cidade de L'Aquila, em Abruzzo, no centro da Itália, voltou a sofrer um forte abalo sísmico, no ínicio da noite desta terça-feira (hora local), um dia depois do terremoto que matou mais de 200 pessoas. Segundo informações preliminares, uma pessoa morreu com o novo tremor.

Epicentro do terremoto que matou dezenas na ItáliaA vítima do novo tremor seria morador de Santa Rufina di Roio, a sete quilômetros de L'Aquila. As cidades de Fossa, Rocca di Cambio e Sant'Eusanio estão em um raio de três quilômetros do epicentro do novo terremoto e foram as mais afetadas, segundo a Defesa CivilO terremoto desta terça-feira foi de 5,6 graus na escala Richter, segundo o Instituto de Geofísica dos EUA, e ocorreu às 19h45 (hora local, 14h45 pelo horário de Brasília). Os moradores de Roma voltaram a sentir a terra tremer com o novo abalo.Com o tremor desta terça, alguns prédios já danificados no terremoto de segunda ficaram totalmente destruídos. As equipes de resgate que trabalhavam na busca por sobreviventes foram surpreendidas. A magnitude do terremoto que deixou mais de 200 mortos na segunda-feira foi de 6,3 graus na escala Richter, segundo o Instituto de Geofísica dos EUA. No entanto, o Instituto Nacional de Geofísica da Itália diz que foi de 5,8 graus.Sem ajuda internacionalNesta terça-feira, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, declarou que seu país não precisa de ajuda internacional para socorrer as vítimas do terremoto que atingiu a região de Abruzzo na madrugada desta segunda-feira (6)."Agradeço aos países estrangeiros por sua solidariedade, mas pedimos a eles que não mandem ajuda", disse Berlusconi, que concedeu uma entrevista coletiva na cidade de L'Aquila, epicentro do temor, que atingiu 6,3 graus na escala Richter e, segundo o próprio primeiro-ministro, matou 207 pessoas, das quais 17 ainda não foram identificadas.O premier, que retornou hoje à área mais atingida pelo desastre, afirmou ainda que a Itália "é capaz de responder sozinha às exigências". "Somos um povo altivo. Agradeço, mas somos suficientes sozinhos", ressaltou ele.Além disso, Berlusconi assegurou que 30 milhões de euros serão destinados de forma imediata aos desabrigados. Porém, ele afirmou que posteriormente será feito um pedido aos fundos europeus que pode chegar a algumas centenas de milhões de euros.Segundo o Consulado do Brasil em Roma, ainda não há informações sobre brasileiros feridos. Nenhum brasileiro entrou em contato com o serviço consular para alegar problemas causados pelo terremoto. O Consulado não soube precisar o número de brasileiros que vive na região de Abruzzo.

Programa Minha Casa, Minha vida: ousadia ou enganação?


Lançado na última quarta-feira (25), o programa habitacional do governo federal, batizado de Minha Casa, Minha Vida, continua gerando embates fervorosos entre a base aliada e os partidos de oposição.
Os primeiros classificam a proposta, criada pela MP (Medida Provisória) 459/09, como um exemplo de arrojo, que criará 1,5 milhão de novos empregos, além de possibilitar às famílias de baixa renda a realização do sonho da casa própria com prestações que variam de R$ 50 a R$ 150 mensais.
"É um programa extremamente consistente, o mais arrojado que o País aplicou seguramente nestes últimos 15 anos. São 1 milhão de moradias, com forte subsídio público", afirmou o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS).

Já os partidos de oposição afirmam que o projeto é apenas uma peça de propaganda, com alcance limitado e que ainda pode causar problemas ambientais.
Na visão do líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), por exemplo, é um erro o fato do programa excluir de sua abrangência municípios com menos de 100 mil habitantes. "Esses municípios vivem, na maioria, do repasse do FPM (Fundo de Participação dos Municípios). Se eles não têm o dinheiro repassado, eles não têm como dar a contrapartida. Então, em vez de resolver o problema desses municípios, o governo exclui", protestou, conforme publicado pela Agência Câmara.
Em resposta, o líder do PT, Cândido Vaccarezza (SP), explica que tais cidades já são atendidas pela CEF (Caixa Econômica Federal). "É claro que haverá um ou outro município com menos de 100 mil habitantes que vai precisar, mas esses a Caixa já está atendendo, e ali o terreno para construir é mais barato. O problema maior é nas grandes cidades, onde estão as favelas, e o terreno custa mais caro", defendeu.


Na próxima quarta-feira (01), o ministro da Cidades, Márcio Fortes, deve esclarecer os detalhes do programa habitacional em reunião conjunta da CAS (Comissão de Assuntos Sociais) e da CMA (Comissão do Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle).
O requerimento, segundo publicado pela Agência Senado, é dos senadores Efraim Moraes (DEM-PB) e Marisa Serrano (PSDB-MS), que também é autora de um requerimento para criação de uma comissão temporária externa para acompanhar a execução do programa Minha Casa, Minha Vida.

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