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A Anatel anunciou um concurso público para selecionar 247 novos servidores. As vagas são para diversas localidades do Brasil e salários chegam a 8,3 mil reais.
O edital foi publicado hoje pela Agência Nacional de Telecomunicações no site do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB).

As mais de 240 vagas estão dividas em 17 cargos, incluindo Analista administrativo, Especialista em regulação de serviços públicos de telecomunicações, Técnico administrativo e como Técnico em regulação de serviços públicos de telecomunicações.
As remunerações são de R$ 8.389,60 para Analistas e Especialistas de nível superior, R$ 4.205,27 para Técnico em regulação de serviços públicos de telecomunicações e R$ 4.190,07 para Técnico administrativo. Esses dois últimos com exigência de nível médio.
As inscrições e informações mais detalhadas sobre o edital estão no
site da Cespe. As taxas são de 85 reais para os cargos de nível superior e de 45 reais para os de nível médio. Interessados devem se inscrever pela internet entre os dias 5 e 27 de janeiro de 2009.

Crise econômica faz a Honda abandonar a Fórmula 1


A Honda, segunda maior montadora japonesa de automóveis, anunciou nesta sexta-feira em Tóquio que deixa a Fórmula 1 em conseqüência da crise econômica mundial.A saída da Honda do "circo" deve confirmar a aposentadoria de Rubens Barrichello e também é uma péssima notícia para Bruno Senna e Lucas Di Grassi, jovens promessas brasileiras que testaram o carro da equipe e eram cotados para substituir Rubinho em 2009."A Honda vai deixar a Fórmula 1 e 2008 será sua última temporada", declarou o presidente da Honda Motor, Takeo Fukui, em uma entrevista coletiva."Esta decisão difícil foi tomada em conseqüência da rápida queda da indústria automobilística, provocada pelas "subprimes" americanas, o estreitamento do crédito e a recessão das economias mundiais", explicou Fukui, visivelmente emocionado.Ele acrescentou que a empresa ainda não decidiu sobre a venda da escuderia e pediu desculpas aos pilotos, funcionários e torcedores da equipe Honda por esta retirada precipitada, que representa uma duro golpe para a principal categoria do automobilismo mundial.A Honda terminou a temporada 2008 na nona colocação no Mundial de Construtores, com 14 pontos. Rubens Barrichello obteve o melhor resultado da escuderia japonesa, um terceiro lugar em Silverstone.A Honda também forneceu motores e assistência técnica à escuderia Super Aguri, que deixou a Fórmula 1 em maio por dificuldades financeiras.A empresa japonesa estreou na F1 como construtora em 1964 no Grande Prêmio da Alemanha. Conseguiu a primeira vitória na Itália em 1967 e um ano depois deixou a categoria para que a marca concentrasse recursos no desenvolvimento de um veículo de turismo compacto.A Honda retornou à F1 como fornecedora de motores de 1983 a 1992 e conseguiu muitas vitórias, principalmente com os brasileiros Nelson Piquet e Ayrton Senna, além do francês Alain Prost.A proibição dos sistemas turbo levou a uma nova retirada da Honda da F1.A montadora japonesa retornou ao "circo" em 2000, associada à equipe anglo-americana BAR para a concepção de um carro equipado com motor Honda. A cooperação durou seis anos, até a criação da escuderia Honda Racing F1 Team em 2006, coroada com uma vitória do britânico Jenson Button na Hungria no mesmo ano.A crise financeira e o crédito reduzido nos países desenvolvidos têm afetado diretamente a Fórmula 1.O GP da Austrália tem um déficit de 27 milhões de dólares e a França desistiu da prova de 2009 em conseqüência do contexto econômico.O presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, fez um alerta em outubro sobre a viabilidade econômica da Fórmula 1 e pediu às escuderias que apresentassem propostas para reduzir custos.Mosley advertiu que perder mais duas equipes criaria uma "situação insuportável". "Atualmente, temos 20 carros em competição, se perdermos duas equipes teríamos apenas 16 e o grid de largada deixaria de ser confíavel", disse.A empresa japonesa já havia anunciado na quinta-feira uma redução da produção de automóveis e informou que não renovará o contrato de 760 funcionários temporários até o fim de janeiro.

Governo admite que desemprego aumentará em 2009


Apesar dos números recordes de geração de empregos formais registrados neste ano, o desemprego deve crescer em 2009 em decorrência da crise. A previsão é do ministro Carlos Lupi (Trabalho), em entrevista a Julianna Sofia, publicada na Folha (íntegra da reportagem disponível para assinantes do UOL e do jornal).
Conhecido por assustar assessores com previsões mais favoráveis do que os estudos técnicos autorizam, Lupi afirmou que "somente a redução das taxas de juros, agora, pode atenuar o cenário".
Leia a cobertura completa da crise nos EUAEntenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUAVeja os países e instituições financeiras afetados diretamente pela criseVeja as medidas já anunciadas no Brasil para combater os efeitos da crise
"O primeiro trimestre será brabo. Já estamos fazendo o que pode ser feito, usando recursos do FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço] e do FAT [Fundo de Amparo ao Trabalhador]. Mas só a redução dos juros pode mudar o quadro"
Em outubro, dados do emprego formal mostraram os primeiros sinais de desaceleração, aumentando a preocupação do governo. Para novembro, Lupi espera resultado ainda pior porque muitas demissões que ocorrem sazonalmente em dezembro foram antecipadas.
Carnificina
A Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) prevê uma "carnificina" sobre o quadro geral de empregos no país após as festas de fim de ano (
íntegra para assinantes).
O setor é responsável hoje por 294,7 mil empregos diretos. O setor colocou sobre os ombros do governo, e em parte do sistema bancário brasileiro, a responsabilidade de evitar demissões em massa na indústria de bens de capital.
A
ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) disse nesta quarta-feira que empresas como a mineradora Vale, que dependem muito de exportações, terão mais dificuldade de fazer ajustes durante a crise econômica.
"Vai haver alguns processos de férias coletivas como já estão havendo e o que nós esperamos é que essa recomposição ocorra. As empresas que têm uma dependência maior das exportações terão um ajuste mais difícil", disse, após participar de audiência na Câmara dos Deputados.
Nesta quarta-feira, a Vale anunciou a
demissão de 1.300 funcionários e a entrada em férias coletivas de 5.500 pessoas em todo o mundo. Outros 5.500 entram em férias coletivas escalonadas --80% em Minas-- e 1.200 estão em treinamento para serem realocados dentro da companhia.
Conforme a empresa, a reestruturação do quadro de funcionários é conseqüência da crise financeira internacional e resultado da redução das encomendas das siderúrgicas, principais clientes da Vale. Atualmente, a mineradora tem 62 mil funcionários no mundo.
Leia as notícias completas na
Folha desta quinta-feira, que já está nas bancas.

Igrejas devem proclamar que Aids não é castigo de Deus


Ndungane concedeu entrevista coletiva, hoje, marco do 20º aniversário do Dia Mundial da Aids. A Onusida financia campanha que tem por meta tornar esse dia uma data de “solidariedade em relação a uma pandemia que causou mais de 25 milhões de mortes e que aflige 33 milhões de pessoas em todo mundo”.
Responsável pelo African Monitor, um organismo de desenvolvimento continental, Ndungange afirmou que a Aids “pode ser controlada e tratada, embora não tenha cura”.
O arcebispo anglicano convocou líderes religiosos a se comprometerem no trabalho para se atingir uma geração sem Aids, demonstrando cuidado e apoio amoroso para as pessoas infectadas.
Na avaliação de Ndungange, as lideranças religiosas devem elaborar e aplicar estratégias imaginativas com o intuito de combater o preconceito em torno do HIV, assegurando que as pessoas infectadas possam ter satisfeitas necessidades essenciais como a nutrição e a assistência médica. Ele ressaltou a importância de oferecer informações corretas para que as pessoas não-infectadas venham a contrair o vírus.
A dirigente da Aliança Ecumênica de Ação Mundial, organismo com sede em Genebra que defende a justiça em relação à alimentação e o comércio, Linda Hartke, disse que o 20º aniversário do Dia Mundial da Aids deve representar um momento para se fazer uma avaliação da resposta à pandemia baseada na fé.
A Aliança é integrada por organizações cristãs, entre as quais figura o Conselho Mundial de
Igrejas (CMI), mas conta também com organismos de outras religiões entre os seus membros.
Em entrevista a Notícias Ecumênicas Internacionais, Hartke sustentou a possibilidade de que, através dos esforços de pessoas de fé de todo mundo, possa ser promovida uma resposta mundial concertada que faça retroceder a propagação do HIV e se consiga, inclusive, erradicar a Aids.
A dirigente da Aliança Ecumênica de Ação Mundial ressaltou os esforços de líderes religiosos que convivem com o HIV, ou que estão afetados pessoalmente pelo vírus, para a difusão de uma resposta eficaz baseada na fé. Segundo ela, esses religiosos elevaram suas vozes contra o estigma, a discriminação, as injustiças e a vulnerabilidade que fomentam sua propagação.
Há cerca de um mês, Hartke advertira que, a cada ano, milhões de pessoas contraem o vírus HIV. Além disso, “dois terços dos adultos e 85% das crianças precisam urgentemente de tratamento, situação que clama por uma liderança e uma ação eficaz e comprometida para conseguir o acesso universal aos meios de prevenção, tratamento, assistência e apoio”.
Hartke informou que aproximadamente 2,1 milhões de crianças menores de 15 anos vivem com o vírus da imunodeficiência humana, “mas continuam esquecidas em grande parte nos esforços mundiais e nacionais para enfrentar o vírus. Essa situação ocorre especialmente no que diz respeito ao acesso às provas de diagnóstico do HIV e aos medicamentos para tratá-lo, conhecidas como antirretrovirais. Atualmente, apenas 15% das crianças que precisam de tratamento contra o HIV têm acesso a ele”.
(*) O autor é redator chefe de Notícias Ecumênicas Internacionais (ENI).
Fonte: ALC

Cristiano Ronaldo ganha o prêmio Bola de Ouro


Ganhador da Liga dos Campeões da Europa na última temporada, Cristiano Ronaldo desbancou com facilidade vários craques na eleição que contou com a participação de 96 jornalistas de todas as partes do mundo. Ele recebeu 446 pontos dos 480 possíveis. A segunda posição ficou com o argentino Lionel Messi (281), seguido pelo espanhol Fernando Torres (179). O meia-atacante brasileiro Kaká (Milan), vencedor em 2007, terminou no oitavo posto (31).Entre os concorrentes do meia-atacante também estavam o argentino Sergio Agüero (Atlético de Madri), os espanhóis David Villa (Valencia) e Iker Casillas (Real Madrid), o russo Andrey Arshavin (Zenit) e os ingleses Frank Lampard (Chelsea) e Wayne Rooney (Manchester United). O brasileiro naturalizado português Pepe também estava na lista, mas não recebeu nenhum voto."Só tenho 23 anos e isso é incrível. Comecei a minha carreira profissional há poucos anos [com 17]. O mais fantástico foi ter superado outros grandes jogadores que também estavam na lista, como Messi, que ficou em segundo, e Fernando Torres, que acabou em terceiro. Todos [concorrentes] são bons jogadores e tinham condições de levar o título", comentou o eleito.

Veneza entra em alerta diante de forte maré que pode inundar a cidade




Veneza se encontra em alerta diante de uma forte maré, conhecida como "água alta", que deve alcançar ao meio-dia de hoje 1,60 metro acima do nível do mar, um dado que não era registrado desde 1979 e que provocaria a inundação de toda a cidade.
Devido às intensas chuvas dos últimos dias, a "água alta" já afeta 40% da cidade dos canais e, segundo os dados do centro de previsões das marés da Prefeitura de Veneza, hoje poderá superar 90% do território.
Além disso, a Prefeitura advertiu que, às 9h de Brasília, a água alta poderá alcançar 1,60 metro acima do nível do mar, o que não ocorria desde 1979.
Caso chegue a 1,60 metro, a cidade ficará completamente inundada, afirma o centro de previsões das marés.
Desde esta manhã, as sirenes soam na cidade para advertir do perigo de água alta tanto aos venezianos quanto aos turistas.
O recorde histórico da maré alta foi registrado em 4 de novembro de 1966, quando as águas chegaram a 1,94 metro.