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Crise econômica faz a Honda abandonar a Fórmula 1


A Honda, segunda maior montadora japonesa de automóveis, anunciou nesta sexta-feira em Tóquio que deixa a Fórmula 1 em conseqüência da crise econômica mundial.A saída da Honda do "circo" deve confirmar a aposentadoria de Rubens Barrichello e também é uma péssima notícia para Bruno Senna e Lucas Di Grassi, jovens promessas brasileiras que testaram o carro da equipe e eram cotados para substituir Rubinho em 2009."A Honda vai deixar a Fórmula 1 e 2008 será sua última temporada", declarou o presidente da Honda Motor, Takeo Fukui, em uma entrevista coletiva."Esta decisão difícil foi tomada em conseqüência da rápida queda da indústria automobilística, provocada pelas "subprimes" americanas, o estreitamento do crédito e a recessão das economias mundiais", explicou Fukui, visivelmente emocionado.Ele acrescentou que a empresa ainda não decidiu sobre a venda da escuderia e pediu desculpas aos pilotos, funcionários e torcedores da equipe Honda por esta retirada precipitada, que representa uma duro golpe para a principal categoria do automobilismo mundial.A Honda terminou a temporada 2008 na nona colocação no Mundial de Construtores, com 14 pontos. Rubens Barrichello obteve o melhor resultado da escuderia japonesa, um terceiro lugar em Silverstone.A Honda também forneceu motores e assistência técnica à escuderia Super Aguri, que deixou a Fórmula 1 em maio por dificuldades financeiras.A empresa japonesa estreou na F1 como construtora em 1964 no Grande Prêmio da Alemanha. Conseguiu a primeira vitória na Itália em 1967 e um ano depois deixou a categoria para que a marca concentrasse recursos no desenvolvimento de um veículo de turismo compacto.A Honda retornou à F1 como fornecedora de motores de 1983 a 1992 e conseguiu muitas vitórias, principalmente com os brasileiros Nelson Piquet e Ayrton Senna, além do francês Alain Prost.A proibição dos sistemas turbo levou a uma nova retirada da Honda da F1.A montadora japonesa retornou ao "circo" em 2000, associada à equipe anglo-americana BAR para a concepção de um carro equipado com motor Honda. A cooperação durou seis anos, até a criação da escuderia Honda Racing F1 Team em 2006, coroada com uma vitória do britânico Jenson Button na Hungria no mesmo ano.A crise financeira e o crédito reduzido nos países desenvolvidos têm afetado diretamente a Fórmula 1.O GP da Austrália tem um déficit de 27 milhões de dólares e a França desistiu da prova de 2009 em conseqüência do contexto econômico.O presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, fez um alerta em outubro sobre a viabilidade econômica da Fórmula 1 e pediu às escuderias que apresentassem propostas para reduzir custos.Mosley advertiu que perder mais duas equipes criaria uma "situação insuportável". "Atualmente, temos 20 carros em competição, se perdermos duas equipes teríamos apenas 16 e o grid de largada deixaria de ser confíavel", disse.A empresa japonesa já havia anunciado na quinta-feira uma redução da produção de automóveis e informou que não renovará o contrato de 760 funcionários temporários até o fim de janeiro.
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