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Chegou a vez do Brasil na ONU?


De simples insinuações a movimentos dignos de campanha eleitoral, é cada vez mais palpável a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se candidatar ao cargo de secretário-geral da ONU. No final de semana, foi a vez de o jornal britânico The Times publicar reportagem sobre a provável intenção do brasileiro de suceder Ban Ki-moon no comando das Nações Unidas.
Em julho do ano passado, Zero Hora ouviu membros do governo e estudiosos em relações internacionais sobre a possibilidade de Lula alçar voos além-mar. A ideia veio reforçada por declarações elogiosas do recém-eleito presidente dos EUA, Barack Obama, dizendo que Lula era “o cara”, e do presidente da França, Nicolas Sarkozy, que defendeu a entrada do brasileiro no Conselho de Segurança da ONU.
Segundo o The Times em sua edição do último sábado, “diplomatas dizem que Lula da Silva, que deixa o cargo em janeiro, pode buscar o posto mais alto da diplomacia mundial quando o primeiro mandato de Ban Ki-moon expirar, no fim de 2011”.
O assessor da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, não negou a possibilidade em entrevista concedida ao jornal.
– Ele (Lula) tem um grande interesse em questões internacionais, no processo de integração da América do Sul.
Para o diário, o estilo pessoal do presidente brasileiro e sua capacidade para manter relações amigáveis com todos os lados – com a China e com os Estados Unidos, com o Irã e com Israel – elevou seu reconhecimento internacional.
Isso apesar de analistas apontarem falhas que comprometam as ambições do brasileiro, principalmente no que toca aos direitos humanos. Um dos casos mais graves e que despertou a antipatia internacional foi o da morte do dissidente cubano Orlando Zapata, após uma greve de fome.
Questionado por ter se abstido durante o episódio, Lula depois comparou o militante político anticastrista a criminosos comuns.
– Não se pode questionar direitos humanos só quando convém – afirmou a vice-diretora para as Américas da Anistia Internacional, Kerrie Howard, entrevistada por Zero Hora na edição de ontem.
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