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Programa Minha Casa, Minha vida: ousadia ou enganação?


Lançado na última quarta-feira (25), o programa habitacional do governo federal, batizado de Minha Casa, Minha Vida, continua gerando embates fervorosos entre a base aliada e os partidos de oposição.
Os primeiros classificam a proposta, criada pela MP (Medida Provisória) 459/09, como um exemplo de arrojo, que criará 1,5 milhão de novos empregos, além de possibilitar às famílias de baixa renda a realização do sonho da casa própria com prestações que variam de R$ 50 a R$ 150 mensais.
"É um programa extremamente consistente, o mais arrojado que o País aplicou seguramente nestes últimos 15 anos. São 1 milhão de moradias, com forte subsídio público", afirmou o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS).

Já os partidos de oposição afirmam que o projeto é apenas uma peça de propaganda, com alcance limitado e que ainda pode causar problemas ambientais.
Na visão do líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), por exemplo, é um erro o fato do programa excluir de sua abrangência municípios com menos de 100 mil habitantes. "Esses municípios vivem, na maioria, do repasse do FPM (Fundo de Participação dos Municípios). Se eles não têm o dinheiro repassado, eles não têm como dar a contrapartida. Então, em vez de resolver o problema desses municípios, o governo exclui", protestou, conforme publicado pela Agência Câmara.
Em resposta, o líder do PT, Cândido Vaccarezza (SP), explica que tais cidades já são atendidas pela CEF (Caixa Econômica Federal). "É claro que haverá um ou outro município com menos de 100 mil habitantes que vai precisar, mas esses a Caixa já está atendendo, e ali o terreno para construir é mais barato. O problema maior é nas grandes cidades, onde estão as favelas, e o terreno custa mais caro", defendeu.


Na próxima quarta-feira (01), o ministro da Cidades, Márcio Fortes, deve esclarecer os detalhes do programa habitacional em reunião conjunta da CAS (Comissão de Assuntos Sociais) e da CMA (Comissão do Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle).
O requerimento, segundo publicado pela Agência Senado, é dos senadores Efraim Moraes (DEM-PB) e Marisa Serrano (PSDB-MS), que também é autora de um requerimento para criação de uma comissão temporária externa para acompanhar a execução do programa Minha Casa, Minha Vida.

ALERTA: Vírus da internet ganhará força no 1º de abril de 2009.


Um poderoso vírus que já atacou milhões de computadores em todo o mundo pode se fortalecer ainda mais no dia 1º de abril, tornando-se mais difícil de combater - sem, no entanto, causar muita devastação, acredita-se.
A gigante americana do software Microsoft já prometeu uma resompensa de 250.000 dólares para quem conseguir identificar os criadores deste vírus, conhecido como Conficker ou DownAdUP.
Este vírus é programado para se fortificar na quarta-feira, 1º de abril, tornando mais complicado os meios para combatê-lo, explicou o pesquisador Paul Ferguson, especialista em ameaças virtuais da Trend Micro, empresa de segurança virtual. No entanto, não há nada que permita saber se ele passará para um modo de ataque", estimou.
Os hackers que controlam este vírus "estão fortalecendo sua capacidade de sobrevivência contra os esforços (...) para dominuir a capacidade danosa desta coisa", afirmou.
Graças ao poderio de sua "botnet" (rede de computadores infectados que passam a "trabalhar" para os hackers), o Conficker já dominou entre uma e duas milhões de máquinas, incluindo uma rede da Marinha francesa. Sua especialidade é descobrir e roubar contra-senhas.
A Microsoft já modificou seu antivírus Malicious Software Removal Tool, que pode ser baixado de graça, para detectar e destruir o Conficker, mas "continua buscando novas maneiras de neutralizar a ameaça do Conficker para dar a seus clientes mais tempo para colocar em dia seus sistemas", indicou um dos encarregados de segurança da empresa, Christopher Budd.
Hoje, o Conficker está programado para tomar o controle de 250 sites por dia. Na quarta-feira, aumentará sua força para chegar a 50.000 páginas diárias, o que tornará mais difícil localizar o ataque, segundo Mikko Hyponen, da empresa F-Secure, especializada em segurança virtual.
Ainda de acordo com Hyponen, o Conficker foi detectado pela primeira vez em novembro de 2008.