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Jovens e os riscos das drogas

Angústias, descobertas, anseios, desafios, dúvidas, questionamentos, sexualidade, paixões, colégio, vestibular. Há muitas palavras que remetem à adolescência. Uma delas é especialmente delicada: experimentações. O jovem passa a vivenciar novas experiências nesta época da vida. E que não se enganem os pais, porque cigarro, bebida e drogas se incluem, por vezes, entre elas.         Tudo o que é proibido chama a atenção, desperta interesse, principalmente dos adolescentes. No caso do álcool e do tabaco, produtos lícitos, a própria convivência familiar pode levar ao primeiro trago. Quanto às demais drogas, a facilidade do acesso à maconha, por sua grande oferta e baixo preço, acaba levando muitos jovens a experimentá-la, seja na escola ou na roda de amigos.    
Um levantamento que coordenamos no Cratod (Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas), na capital paulista, mostrou que a maconha é a droga mais consumida por 67% dos adolescentes de 12 a 18 anos de idade em tratamento na instituição. E que 2% tiveram o primeiro contato com a Cannabis Sativa, pasmem, aos 7 anos.        Em segundo lugar, empatados entre as drogas preferidas dos jovens, estão o crack e a cocaína, ambos com 11% do total. Os inalantes aparecem em terceiro lugar, com 4% da preferência, seguidos do álcool e do mesclado, ambos com 3%, e do tabaco, com 2%. Embora a amostra do Cratod, que atende primordialmente adolescentes de escolas públicas e da Fundação Casa (ex-Febem), não possa ser considerada reflexo de todos os jovens, os dados do estudo mostram a relevância do problema.        
Pais e responsáveis devem estar absolutamente atentos. Quanto mais cedo os jovens iniciam o contato com as drogas, maior é o risco de desenvolverem a dependência. A falsa propaganda que se faz, de que a maconha é uma droga inofensiva, é, além de mentirosa, extremamente perigosa, uma vez que a droga provoca perda de memória e da capacidade de concentração, prejudicando o usuário nos estudos, no trabalho, no relacionamento interpessoal, enfim, na vida.
Diferentemente de drogas como o crack e a cocaína, que causam dependência física, a maconha provoca dependência psicológica. Por isso o tratamento é diferenciado, com enfoque nos motivos que levaram o jovem a experimentar e, depois, consumir a droga com regularidade. O ideal, entretanto, é que os adolescentes evitem experimentar drogas, pois não há nenhum benefício que justifique seu consumo. Muito pelo contrário: o uso de maconha ou de qualquer tipo de entorpecente afeta o sistema nervoso central e só traz prejuízos à saúde. Na fase de experimentações da adolescência, acender um baseado “inofensivo” pode custar muito caro. Definitivamente, não vale a pena.

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